ESPIRITISMO E ARTE

“O Espiritismo irá depurar a arte que conhecemos e esta arte, depurada, será aquela inspirada nos ensinamentos da Doutrina Espírita”. (Espírito Rossini em Obras Póstumas)

Mais de 400 artistas espíritas reúnem-se em São Paulo/SP

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A cidade de São Paulo recebeu, nesse feriado de Corpus Christi, cerca de 450 artistas espíritas de 17 unidades da Federação, por ocasião do II Encontro Nacional de Arte Espírita (Enarte 2016), promovido pela Abrarte. Trabalhadores espíritas ligados a música, teatro, dança, literatura, audiovisual, evangelização, entre outros, provenientes de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Pará, Amapá, Goiás, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul encontraram-se durante três dias na Escola Estadual Dom Pedro I, no bairro de São Miguel Paulista. Com o tema central “Meus artistas serão reconhecidos por muito se amarem”, o evento teve o objetivo de promover troca de experiências, reflexões, estudo doutrinário, construção de saberes e busca de aperfeiçoamento do fazer artístico espírita. Foi uma jornada de integração, vivências, debates, oficinas, palestra e muitas apresentações artísticas.

Simultaneamente à programação do Enarte desenvolveram-se também atividades relacionadas à 3ª Mostra Nacional de Dança Espírita e ao  13º Fórum Nacional de Arte Espírita.

Enarte é um evento quadrienal de caráter nacional. Sua primeira edição ocorreu em 2012, em Caucaia, na Grande Fortaleza. Esta segunda edição, na capital paulista, realizou-se em parceria com a coordenação da Mostra Nacional de Dança Espírita – evento itinerante, bienal, promovido por trabalhadores do movimento espírita atuantes na área – e a União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo (USE).

Durante o Enarte, os participantes puderam assistir a quase 50 apresentações artísticas dos mais variados estilos e linguagens. Shows musicais, performances cênicas, coreografias, esquetes, peças teatrais, declamações de poesia, projeção de vídeos e exposições de artes visuais encantaram a plateia, evidenciando as múltiplas possibilidades de manifestações estéticas para difusão do Espiritismo. O Fórum, por sua vez, contemplou diversas atividades de estudos doutrinários relacionados à prática artística espírita, sob a forma de centros de interesse, oficinas de qualificação técnica e painéis de socialização de experiências do movimento espírita de arte, e a assembleia geral de associados da Abrarte. Já a Mostra deDança proporcionou espaços para discussão teórico-prática sobre esta linguagem, por meio de workshops e fórum de coordenadores de grupos espíritas de dança. Também ocorreram atividades específicas para crianças de 7 a 14 anos, além de um espaço para os bebês. Ainda durante o evento, a Abrarte prestou uma homenagem ao pedagogo espírita e escritor Walter de Oliveira Alves pelo seu importante trabalho relativo ao uso da arte na evangelização.

Programação

A primeira atividade do Enarte foi uma dinâmica de integração, na quinta-feira (26/5) à tarde, conduzida pela associada Renata Almeida Figueira, de Belém, que trouxe elementos da cultura indígena da região amazônica, despertando nos participantes sentimentos de muita brasilidade. A partir daí, o encontro dividiu-se entre apresentações artísticas no auditório e atividades específicas em grupos.

A maior parte da programação do Enarte foi destinada às inúmeras apresentações artísticas, que ocuparam a noite de quinta-feira, parte da manhã e noite de sexta-feira (27), e da tarde e noite de sábado (28). Pelo auditório da Escola passaram artistas espíritas de todas as regiões brasileiras, revelando diversidade de estilo, linguagem, abordagem e temática. Artistas e grupos já conhecidos pela participação em fóruns passados, como Moacyr Camargo (SP), Sílvio Sodré (DF), Júnior Vidal (ES), Merlânio Maia (PB), Vozes do Amanhã (SP), Instituto Arte e Vida (SP) e GAN (GO), entre outros, dividiram espaço com grupos e artistas que estreavam nos eventos da Abrarte. Ao todo foram 22 apresentações de dança, 10 de teatro, sete de teatro, seis de poesia e três de vídeo. Além das apresentações no palco, o evento também proporcionou exposições de trabalhos visuais de Carlos Henrique Carneiro (PA), Isis Celeste (AP), Jô Benevides (PA) e Urubatan Miranda (SP).

Na programação específica do Fórum, foram desenvolvidos dois painéis, cinco centros de interesse e seis oficinas técnicas. Os painéis versaram sobre  o trabalho desenvolvido pela Associação Nova Arte, por Gregory Canto (RJ), e pela Assessoria de Arte Espírita do Rio Grande do Norte, por Marcelo de Aquino (RN). João Alberto Freire (RJ) apresentou uma experiência de oficina de violão, desde sua implantação até a produção de um CD, e Urubatan Miranda (SP) abordou sobre o NUPPEDE – Núcleo de Pesquisa e Poéticas em Dança Espírita. Os centros de interesse proporcionaram debates sobre a promoção de eventos, por Chico Leite (SE), as relações da poesia com o Espiritismo, por Gláucio Cardoso (RJ), cordel espírita, por Merlânio Maia (PB), psicologia da arte, por Allany Amandine (RN) e a experiência com o teatro espírita nas ruas de Curitiba, pela Cia. GiKlaus de Teatro (PR). Já as oficinas técnicas abordaram o processo criador em artes visuais, por Jô Benevides (PA), a escrita poética, por Alberto Centurião (SP),  interpretação dramática, por Ione Prado (SP), trabalho de clown, pelo Núcleo Espírita de Artes (SC), audiovisual espírita, pela equipe da FEBtv (DF) e música para evangelização da infância, por Junior Vidal (ES).

A Mostra de Dança proporcionou workshops sobre as metáforas na dança espírita, por Mariângela Damiani Gonçales (RJ) e Paula Salles (SP), caminhos e possibilidades na educação do Espírito, por Daniela Soares (MG), Priscila Rodrigues (RJ) e Lidia Pereira (RN), proposições técnicas/expressivas para o bailarino espírita, com Eneida Nalini (SP), Anny Elizabeth (MG) e Lucinha Azeredo (PA), aspectos terapêuticos no ambiente da casa espírita, por Miriam Faria (MG), Denise Quintanilha (RJ) e Paulo Maradaz (BA) e processos criativos à luz da Doutrina Espírita, por Urubatan Miranda (SP), Pâmela Rinaldi (BA), Janaina Calixto (GO) e Perciliano Gomes (AP). A Mostra também teve o fórum de coordenadores de grupos de dança, tratando de assuntos específicos do movimento.

No sábado pela manhã, enquanto a maioria dos participantes realizava as oficinas e workshps, os associados da Abrarte reuniram-se na assembleia geral, oportunidade em que foi apresentado o relatório do primeiro ano de gestão da atual diretoria e discutidos outros assuntos de interesse da instituição.

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Walter Oliveira Alves é homenageado

Na noite de encerramento do Enarte, a Abrarte prestou uma homenagem ao pedagogo espírita e escritor Walter de Oliveira Alves, com a entrega de uma Moção de Agradecimento pelo seu importante trabalho relativo ao uso da arte na evangelização. Impossibilitado de comparecer ao evento por motivo de saúde, o escritor foi representado por sua filha, Fernanda Romanelli Alves. Walter é pedagogo, professor de psicologia da educação, filosofia e história da educação e didática, lecionou ainda outras matérias nessa área. Também é formado em engenharia civil. É diretor do Instituto de Difusão Espírita desde 1974, onde trabalha na área infanto-juvenil, sendo coordenador do Curso para Evangelizadores, ministrado todos os anos desde 1985, na sede da IDE, em Araras/SP. Nasceu em 5 de dezembro de 1952, em Araras, e tornou-se espírita em 1973, trabalhando, desde então, na área infanto-juvenil. Escreveu várias obras sobre educação, especialmente voltadas para o trabalho de evangelização da infância e juventude. Ministra palestras, seminários e cursos para educadores e evangelizadores. É um dos coordenadores do Grupo Internacional de Apoio à Evangelização (www.evangelizacaoglobal.net) e coordenador pedagógico do CED – Centro Educacional à Distância, no qual também ministra aulas online na área da educação, pela Internet.  Suas obras são: Deus, nosso Pai, Educação do EspíritoIntrodução ao Estudo da Pedagogia EspíritaPestalozzi – Um Romance PedagógicoPrática Pedagógica na Evangelização (Vols. 1, 2 e 3) e O Teatro na Educação do Espírito.

Fonte: Notícias da Abrarte nº 541 – 03/06/2016

O Rio Grande do Sul se fez representar pelos artistas Daniela Rosa Moraes, Maria Carolina Angst, Cristiano da Luz Moraes e Luiz Felipe Machado, todos do Grupo de Arte Irmão X de Canoas/RS e por Márcia Albuquerque, assessora de arte da Federação Espírita do Rio Grande do Sul e integrante do Grupo +Amor Espiritismo em Música de Porto Alegre/RS.

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1º DIA

2º DIA

FOTOS 3º DIA

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